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  • Carlos Sperandio

O coronavírus mostra as garras - o que vem agora?

Nenhum brasileiro vivo passou pelo que estamos experimentando nos dias de hoje.


Será o mais perto de uma Guerra que nossa geração chegou até hoje.


Todos os brasileiros estão sendo impactados direta ou indiretamente pelo coronavírus nesse último domingo de março de 2020.


Explodem manifestações de todos os tipos nas redes sociais e nas ruas pedindo A ou B, cada qual com sua verdade e sua dificuldade.


A dicotomia entre ir para um lado ou para outro de modo engessado, colérico e indiscutível em relação aos tipos de isolamento não passa de um joguete de interesses que jamais pode sobrepujar a busca pela preservação da vida.


O Brasil é muito grande para ser coordenado em bloco contra uma crise desta magnitude.


A ausência de exames diagnósticos altera nossas bússolas, tornando nossas escolhas arriscadas, pois haverá necessidade de rever a rota escolhida diariamente.


Cidades pequenas, sem nenhum caso registrado, encontram-se fechadas e auto-sitiadas por comandos políticos locais que desconhecem a doença causada pelo coronavírus, pois sem casos não há transmissibilidade interna, havendo apenas necessidade de controle dos casos importados.


Irão à bancarrota sem nenhum caso de coronavírus, mas pela falta de entendimento que não precisavam parar por completo.


Cidades grandes, com vários casos relatados, terão seus números aumentando exponencialmente em alguns dias, sequer pensam em fechar por completo e estancar o contágio livre, não entendendo que o contágio em aglomerações é rápido e exponencial.


Irão à bancarrota por vários casos graves de coronavírus, causando sobrecarga no sistema de saúde, pois não tiveram o entendimento que precisavam ter parado por completo.


Em paralelo, quase que esquecida sobre uma mesa auxiliar, está a batalha mais importante: separar os grupos de risco dos vírus, fazer uma campanha nacional retumbante de educação da transmissibilidade, ressaltando que se os suscetíveis evitarem o risco de contágio, não haverá doença!


Precisamos ajustar cada uma destas realidades para que cheguemos ao equilíbrio entre quarentena e vida normal.


Para sobrevivermos, será necessário vivermos.


A guerra contra o vírus ainda não é generalizada.


Cabe ao Ministério da Saúde o uso da capilaridade do SUS para constituir um centro epidemiológico inteligente, constante e atualizado.


Saber o que acontece em volta de cada grupo suscetível justificará a escolha do modelo de intervenção para cada local e momento, ainda que pese não sabermos com absoluta certeza o comportamento do vírus entre as pessoas sem doença (se for diferente do que estávamos pensando e escrevendo até agora será grande surpresa).


Não temos muito mais tempo para colocar em prática o planejamento que está sendo desenvolvido. Final de semana que vem os números serão na casa de milhares em São Paulo, com o medo estratosférico entre seus cidadãos.


Muitas outras regiões continuarão sem nenhum caso sequer, porém com o mesmo grau de medo.


É preciso desmistificar a doença, ensinar como evitá-la, obter a governabilidade macro e instituir ações regionalmente.


Esperemos como o inimigo se comportará. Próximos dias serão prova de fogo cruzado, artilharia pesada, mudanças de paradigma e auto-conhecimento.


Concentremos.




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