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  • Carlos Sperandio

Nova batalha se inicia, vamos cancelar o vírus!




Descrever em palavras o que se pensa é uma arte que não só necessita de certo talento, mas sobretudo de coragem em dias como hoje, em especial no país que tem mais de 30 partidos políticos, mas vive preso entre apenas dois pólos. Não obstante a pouca concordância entre os extremistas, os que caminham pelo meio tentam unir pessoas pelo discurso do bom senso, do equilíbrio e, por que não, da segurança em um momento de muito ruído e pouca música.


Eu me identifico com esse grupo.


Pauto meu raciocínio neste blog desde sempre, auxiliando principalmente minha própria cabeça a ajustar as coordenadas e mostrar que é possível sobreviver sem medo, não perecendo de doença, nem de injustiça social. Desta última, inúmeras críticas na maneira como procedemos o último fakedown. Afinal, quando não temos uma decisão governamental equânime, somente alguns pagam o pato, injustiçando os critérios de abre-fecha. Poderíamos ter feito melhor se tivéssemos feito um lockdown total mesmo, bandeira preta, por 7 a 10 dias antes de termos atravessado a fronteira do caos que chegamos.


Enfim, reabrimos o comércio. Estamos com leitos de UTI sobrando? Definitivamente não. Isso é problema? Também não, pois mostramos que damos conta e os números diminuíram. A chamada pressão da porta diminuirá, pessoas morrerão ou terão alta, assim as vagas abrirão e a roda girará. O recado é claro: eles não estão preocupados com a doença e sim com a pressão que a doença faz no sistema. Pessoas continuarão a morrer até termos vacina para 80-90% da população.


Fingir não saber disso não te torna uma pessoa melhor. Tal qual um tratamento paliativo, abrimos centenas de leitos de UTI e escapamos de ver pessoas morrendo em ambulâncias por falta de vagas. Mas jamais nos encarregamos da causa. Vocês estão ouvindo alguma coisa sobre como impedir o contágio?


Segredo: evitar contato com uma pessoa doente tem exatamente a mesma efetividade de se evitar o contato com o vírus.

Trocando por miúdo: a guerra continua. Alguns, como eu, estão vacinados e imunes à doença grave. Sim, a vacina impede hospitalização por covid, pois não tivemos nenhum paciente internado que tenha recebido as duas doses no nosso serviço. Outros, a imensa maioria por ora, precisam usar colete à prova de balas forjado na máscara N95 ou pff2, no distanciamento respiratório e na higiene das mãos.


Não acredito que todos poderão ter o discernimento e a educação básica para fazer certo 100% do tempo. Assim como são poucos os que chegam até o final de um texto como esse. O importante agora é que estamos novamente na fase que o contato pessoal está mais liberado. Cabe aos contactantes sua própria proteção.


Máscara correta e higiene das mãos antes de encostar no rosto são suficientes para ir passar visita comigo nos doentes internados por covid. Mais do que suficientes para que economia e saúde andem juntas, com 1,5 metros e meio distância e sorrindo.
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