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  • Carlos Sperandio

Covid-19 em Curitiba - Situação de hoje (07-06-20)

Desde o início da pandemia, eu me foquei em tentar trazer a melhor evidência para meus pacientes e familiares, com repercussão para a sociedade em geral. Lembrando a todos que o foco de tudo que escrevo e comento está relacionado com o que vivo e vejo na cidade de Curitiba-PR.


No final de março, na nossa cidade, estávamos com os casos de c19 controlados, não havia nenhum motivo para fazermos, por decreto, tamanho alarde para paralisação total como foi feito. Se houver interesse para quem não me lia naquela época, está tudo aqui no meu blog:


www.carlossperandio.com/blog


A quarentena naquele momento criou um medo absurdo em uma parcela grande da população que até agora não entendeu que é o vírus o problema, e não o viver em sociedade.


Outro montante de pessoas, também expressivo, ao não ver os casos aparecendo nas notícias locais, criou um grupo negacionista, que não acredita que exista a doença.

Nenhum dos grupos é bom, mas com certeza os que negam podem fazer um estrago enorme ao brincar com tamanho potencial pirotécnico desse vírus contagioso e letal.


O tempo foi passando e não deu outra. Era impossível manter toda a sociedade isolada sem uma data para acabar. Aos poucos as pessoas foram afrouxando as regras de distanciamento e, hoje, vivemos - aqui em Curitiba - como se não houvesse problema algum com o novo coronavírus.


Os casos nos nossos hospitais começaram a aumentar nos últimos dias. Ainda não estamos com problemas de super lotação, mas como bem sabemos ao olharmos todas as cidades que passaram por isso no mundo, se não fizermos algo, será questão de tempo para que a situação se torne caótica.


Portanto, vamos lá. Voltando ao básico: é o vírus o nosso inimigo. Ele tem alta transmissibilidade e só passa de pessoa contaminada para outra pessoa. Todos os estudos que comprovaram a existência do vírus em superfícies, até agora não demonstraram grande evidência de que você pode se contaminar com embalagens. Tome cuidado com superfícies de contato públicas como corrimãos, barras, bancos de ônibus e semelhantes. Para evitar o contágio por essa forma, acostume-se a usar sempre o álcool 70 para desinfecção de suas mãos, principalmente antes de levá-las ao rosto!


Usemos as máscaras. As que melhor protegem o indivíduo do contágio são as N95 e as pff2. No início, essas máscaras foram reservadas para os profissionais de saúde. Hoje temos estoque delas nas farmácias. Sugiro que os grupos de risco que precisem se expor usem essas. Lembrando que, agora, o melhor mesmo é que não se exponham. Lembram-se daquela onda de altruísmo com oferecimento para fazer compras para os vizinhos que não podiam sair? Agora chegou a hora!


Finalmente, vivemos o momento de crescimento da curva na cidade. Ou seja, para todos - principalmente os grupos de risco - erro zero com os modos de proteção do contágio. Todas as pessoas que saem às ruas devem usar máscaras!


Não cheguem a menos de 1,5metro de ninguém sem máscara de proteção. Os assintomáticos, tão badalados como vilões e embora em maior número, não parecem ser contagiosos se houver a manutenção dessa distância. Os sintomáticos, mais do que nunca, devem se manter isolados da sociedade, procurando os locais que fazem teste para diagnóstico. Em outras palavras, não há mais aquela indicação de ficar 14 dias de atestado em casa somente, deve-se fazer o teste diagnóstico, pois também agora começamos a tê-los disponíveis.


Não significa uma procura pelo PS, embora as estruturas destes locais estejam prontas para atender essa demanda (só não sabemos se o suficiente para uma curva com aumento rápido). Portanto, parece ainda ser mais inteligente deixarmos os pronto atendimentos para os pacientes com falta de ar ou febre persistente. Procurem laboratórios, farmácias ou unidades do SUS específicas para isso!


Pessoas que convivem ou visitam pessoas de risco. Vocês são, mundialmente, os principais responsáveis pela transmissão da doença para eles. Precisamos ser fortes por mais algumas semanas. Não é hora de afrouxar a quarentena. Não adianta chorarmos ter nos isolado muito precocemente, isso não pode servir de motivação para sairmos da quarentena de modo inseguro. Não beijem, nem abracem as pessoas que você mora junto. Se estiver com sintomas de gripe, isole-se dentro de suas casas, usem cômodos diferentes, não respirem o mesmo ar!


O uso de medicação na fase viral é campo de vasta discussão na área médica hoje (07062020). Não me sinto confortável em discutir isso em rede social, cabendo a mim apenas dizer que cada médico tem o conhecimento para decidir o caminho a tomar frente ao seu paciente.


Sejamos inteligentes. Sei que poucos terão paciência e interesse de sequer chegar ao fim desse texto. Por esse motivo, entendo que todos que aqui chegaram têm papel fundamental nesse momento de pandemia. O conhecimento deve ser propagado. Podemos salvar milhares de vidas se conseguimos fazer com que grande parte da população entenda o seu papel. Se tivermos dedicação de todos os que podem formar opiniões, colheremos bons resultados.


Compartilhem orientações, gravem vídeos e áudios. AGORA é o momento que poderemos fazer a diferença!


Que a força esteja conosco!


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